Desabafa!

26.02.2013

 

Faça como Cartman: reclame, xingue, desabafe!

Seu treino está chato? Os exercícios que você anda fazendo não te agradam? Está sentindo dor muscular? Está com calor? Está com qualquer desconforto inerente à sua rotina de exercícios? Desabafe. Às vezes ajuda.

Desabafe mesmo. Reclame, em alto e bom som. Reclamar alivia. Não precisa reclamar para o professor, pode reclamar com Deus mesmo, em abstrato, para você mesmo ou para um amigo. Xingue (não o professor!), xingue a situação, xingue o exercício, xingue o aparelho, xingue a dor que está sentindo. Você tem o sagrado direito de se revoltar, de ficar com raiva. Melhor xingar do que desistir e não fazer.

Ninguém precisa malhar com um sorriso no rosto diariamente. As pessoas tem direito a um dia de fúria. Todos nós temos dias de mau humor ou de menor disposição. Desabafe, comente o quanto aquele exercício é ingrato, o quanto está doendo, o quanto você está cansado. Fale o que quiser, desde que não ofenda ninguém. Ataque apenas objetos e situações. Reclamar, protestar e até xingar podem aliviar a alma.

Você pode estar pensando que xingar não resolve nada. Bem, talvez você seja uma pessoa evoluída para a qual realmente não faz a diferença. Nesse caso desconsidere o texto. Mas se você é um reles mortal como eu, tente. Chega dessa ditadura da felicidade de ter que malhar sorrindo, você não é um Teletubbie, é uma pessoa com problemas e variações de humor.

Quem aqui nunca bateu com o dedinho na quina de uma mesa? Você faz o que quando isso acontece? Sorri? Não, né? Provavelmente você xinga. E adianta. Talvez você esteja me achando uma pessoa baixo nível que está tentando te motivar de forma apelativa, mas, repito, xingar ajuda.

Não sou eu quem diz, é um estudo realizado pela Keele University, em Newcastle-Under-Lyme, Inglaterra. Reclamar ou xingar pode ajudar a reduzir a sensação de dor e estimular a produção de endorfinas, substância responsável pela sensação de bem estar! Isso mesmo, um belo palavrão não gera apenas um alívio psicológico, ele causa um alívio físico também.

Segundo o estudo, quanto menos palavrões a pessoa fala regularmente, mais efeito tem quando ela se utiliza deles, quer dizer, uma pessoa que xinga o tempo todo banaliza o palavrão e acaba obtendo menos resultados. Ainda assim, vale o teste, desde que não se ofenda ninguém e que não se cause transtorno às pessoas que te cercam. Talvez um belo desabafo te motive a continuar. Tente. É de graça.

Não quer falar palavrão? Apenas desabafe. Reclame com toda a educação. Acredite, professores estão acostumados a ouvir reclamações dos alunos o tempo todo, você não vai ofender ninguém reclamando de como aquele movimento é difícil, como a carga está pesada, como está sentindo dor. Bota para fora mesmo! Reclama! Reclamar é um sagrado direito do ser humano.

Não precisa ser todo santo dia, mas naquela situação onde você está no limite, de saco cheio, exausto, se permita reclamar. O pensamento positivo tem o seu valor, mas se virar imposição 24h por dia é irritante e acaba mais prejudicando do que ajudando. Permita-se ter uma cota de reclamações e xingamentos (com civilidade, por favor), afinal, é cientificamente comprovado que isso te ajuda não apenas no psicológico como no físico também!

Xinga que eu te escuto.

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Se beber, não dirija. E não treine

01.01.2013

Além de alterar sua percepção, o álcool opera outras alterações perigosas no seu organismo. Se estiver de ressaca, não treine

Noite de ano novo, né? Tem como pedir para vocês não beberem? Não tem, né? A maior parte de vocês vai beber, e alguns vão beber bastante. Então, o que posso fazer é te dar explicações e informações sobre o processo que vai ocorrer no seu corpo durante essa brincadeira e te orientar sobre sua aptidão para a prática de atividade física nos dias que se seguem a este evento.

Já falamos aqui dos malefícios do álcool para o rendimento do seu treino. Agora vamos dar uma olhada mais e perto no que acontece com o seu corpo quando você o expõe a bebida alcoólica. A ingestão de uma quantidade significativa de álcool coloca o organismo em estresse: por ser líquido, ele entra e é absorvido com muita rapidez. Em pouco tempo seu corpo se vê obrigado a lidar com esta quantidade inesperada de álcool o corpo precisa de medidas drásticas, sobrecarregando vários órgãos.

Quem mais sofre é o fígado, pois compete a ele produzir enzimas que absorverão o álcool (etanol). Ele começa a produzir estas enzimas e mantem esta produção enquanto você estiver bebendo, para proteger seu organismo de uma intoxicação. O grande problema é: seu fígado demora a perceber quando você parou de beber, então, ele continua produzindo estas enzimas algum tempo depois que você já aposentou seu copo. Resultado: excesso de enzimas e um tremendo desequilíbrio metabólico que bagunça tudo, inclusive seu sistema nervoso.

As consequências práticas vocês já conhecem: dor de cabeça, enjoo, desidratação, diarreia, vômitos  cansaço e outros que compõe a popular ”ressaca”. Todos eles tem uma explicação. Mega-Papo-Técnico: por causa da desidratação causada pelo efeito diurético do álcool  diminui a circulação sanguínea  o que obriga com que os vasos da sua cabeça dilatem para tentar conseguir mais sangue, causando aquela dor de cabeça. Por causa do aumento de suco gástrico e de secreções intestinais gerado pelo álcool não raro estas secreções irritam ou desequilibram o organismo causando vômito e diarreia.

Espero que todos tenham percebido o tamanho da agressão que é para o seu organismo uma dose generosa de álcool. Basta ter um pouco de bom senso para perceber que em um dia de ressaca não é indicado treinar, principalmente durante este período do ano, de intenso calor. Nada pior para um corpo já desidratado e desequilibrado do que ser submetido a mais calor e esforço. A vida é feita de escolhas: quer tomar um porre? Pois saiba de antemão que no mínimo o dia seguinte será um dia perdido para seu treino. Ainda que você consiga treinar, não conseguirá resultados satisfatórios pois o corpo está muito ocupado se recuperando para pensar em uma recuperação muscular.

E em nome da nossa amizade, que já dura mais de um ano, deixo umas dicas sobre como minimizar os efeitos da ressaca. Não existe remédio que “cure”, apenas que atenue. Muito líquido, muito muito líquido pois seu corpo está desidratado. Isotônico e água de côco são ótimos para reidratar e refrigerantes normais, por conter açúcar ajudam a te colocar de pé.

Se você ia esboçar uma preocupação com a balança, pense duas vezes: um copo de refrigerante não é nada perto das centenas de calorias vazias da bebida alcoólica. Se preferir, em vez de refrigerante, coma doces. Isso vai ajudar seu corpo a se recuperar. Bananas também podem ser úteis (papo técnico: potássio), e alimentos que contenham um aminoácido chamado “cistéina” (brócolis, ovo, trigo,  cebola e outros) ajudam a eliminar o álcool do seu corpo.

Então, estamos combinados: se beber, não dirija e não treine. Um feliz ano novo para todos!

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Pra variar…

04.12.2012

Tudo depende do referencial, das características de quem vê

Muita gente diz que acha o treino de musculação um treino “chato”. É uma pena, pois em minha opinião é uma das melhores formas de se obter massa muscular e consequentemente acelerar o metabolismo, prevenir uma série de doenças e majorar a sua qualidade e quantidade de vida. Mas… será que estas pessoas que dizem achar chato o treino de musculação estão usando o referencial correto?

Por mais que musculação seja basicamente “puxar ferro”, existem inúmeras modalidades de treino capazes de se encaixarem bem no perfil dos mais diversos alunos. É preciso que você converse com o seu professor e lhe diga o que te entedia, o que te chateia e o que te motiva. Um exemplo: pessoas que querem emagrecer e se aborrecem e se desmotivam com rotina podem optar por treinos circuitados mais dinâmicos.

Dentro da musculação existem muitas modalidades de estímulos diferentes: giant set, drop set, treino circuitado, excêntrico, isométrico, conjugado e tantos outros que já falamos aqui. Não precisa ser aquela série feijão com arroz 3 x 10 naqueles mesmos aparelhos sempre da mesma forma. Talvez o que seja chato seja a sua série, não a musculação.

Então, se a musculação está te aborrecendo, peça a seu professor um estímulo diferente. Dependendo do seu objetivo, muitas “modalidades” de treino podem ser tentadas. Pode até mesmo ser elaborada uma série com periodização, ou seja, cada semana usa-se um estímulo diferente nos mesmos aparelhos. Tudo para manter o aluno interessado e motivado. Se está chato, antes de abandonar, tente variar.

Essa é a beleza da musculação. Em uma aula coletiva não há essa possibilidade de variação, é feito algo padronizado que deve ser flexível o bastante para atender todas as idades e todos os pesos. Na musculação não, na musculação o exercício é personalizado para as suas necessidades e para os seus objetivos e pode/deve ser modificado sempre que não estiver atendendo à finalidade a que se destina. Esta finalidade não é apenas resultado estético, é também manter o aluno motivado. Um exercício personalizado tente a render melhores resultados do que um genérico, pensado para o grande público.

Sua série de musculação está chata? Está chata comparada com que? O que a tornaria mais palatável? O que está te incomodando nela? Tudo isso deve ser conversado com o seu professor, pois existem centenas de variações para essa série que você executa hoje que podem ser mais atraentes. O bom treino é aquele que além de mostrar resultados, também motiva o aluno.

Já tive alunos que ao longo do ano pediam séries completamente diferentes: dependendo do seu momento de vida queriam algo mais prático, mais rápido ou então algo mais agitado, mais dinâmico. A sua série tem que acompanhar sua realidade, seu momento de vida. Ela deve ser personalizada DE VERDADE, atendendo não apenas às suas necessidades físicas como também à sua disponibilidade e vontade.

Então, se estiver de mal com a musculação, aborrecido ou pensando em desistir, lembre-se disso: você tem direito a uma série personalizada. Se sua série atual não está te motivando, converse com seu professor e tente um novo estímulo. Certamente dentro das várias de modalidades de treinos que existem alguma vai se encaixar melhor neste momento da sua vida.

Um morcego ou um anjo? Tudo depende de quem olha…

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Treina, treina, tá calor, tá calor!

09.10.2012

Tá calor? Tá muito calor? Isso não é motivo para não treinar, apenas para criar estratégias que tornem o treino viável

Assim como o frio em excesso pode ser um fator desmotivante para que você se exercite, o calor também é capaz de exercer uma influência negativa na hora da prática da sua atividade física. Mesmo aquelas pessoas que frequentam academias climatizadas costumam ter dificuldades em manter uma rotina de treino quando a temperatura sobre muito. Hoje meu conselho motivacional é para você que está morrendo de calor e por isso perdeu a vontade de malhar.

É normal sentir algum mal estar quando somos expostos a temperaturas elevadas: tontura, queda de pressão, irritação e tantos outros sintomas podem se apresentar. Estes sintomas podem te fazer acreditar que você não está apto para o treino naquele dia, coisa que não é verdade. É tudo uma questão de adaptação. Aquele mau momento em que você está tento um “surto de calor” é passageiro, depois que você atenuar a sensação de calor extremo poderá malhar sem problemas.

Se você frequenta uma academia que não dispõe de ar condicionado ou se exercita ao ar livre, é hora de rever seus horários e sua programação. Estamos entrando naquela época do ano onde o calor pode começar a afetar seu rendimento e o sol pode castigar de forma preocupante a sua pele. O ideal é que você se programe para treinar antes das 9 ou depois das 18h, quando o calor e o sol são menos intensos, caso pretenda o rendimento máximo. Se isto não for possível, considere praticar esta mesma atividade na modalidade indoor, em uma academia climatizada.

Se você frequenta uma academia que dispõe de ar condicionado, fica mais fácil. Basta não se deixar levar pelo “mau humor do calor”. Sabe quando você chega todo suado do trabalho, sentindo um calor sem fim, sentindo gotas de suor escorrendo pelas suas costas? Pois é, isso passa. Vá até a sua academia, mesmo nesse estado deplorável, mesmo que você ache que não vai conseguir se exercitar. Chegando lá, sente e fique um tempinho na cantina, na recepção, no banheiro que seja, esperando a temperatura corporal se normalizar. Deixe o ar condicionado agir.

Depois que você se recuperar do seu “surto de calor”, você vai se sentir melhor e com disposição para se exercitar. Eu sei que no momento em que estamos passando pelo “surto de calor” não dá vontade de fazer nada e parece que aquilo nunca vai passar, mas passa. Basta repousar  nas graças do abençoado ar condicionado que seu corpo se recupera. Fique 20 minutinhos no ar condicionado, beba uma água gelada, se hidrate e treine. É importante dar esse tempo para o seu organismo de recuperar, assim você vai render melhor no seu treino.

Eu compreendo o quanto o “surto de calor” é irritante, mas vivemos em um país tropical e se a gente usar calor como desculpa para não treinar, a coisa se complica. Tenha sempre em mente que aquela sensação horrível vai passar assim que você repousar em temperaturas mais amenas e que sim, você vai ter condições de treinar depois disso. Calor não é motivo válido para não treinar, no máximo é motivo para mudar o horário do treino.

Se ainda assim, mesmo depois de todas as estratégias você não conseguir treinar direito em dias muito quentes, então minha sugestão é que mude o tipo de atividade nos períodos de temperatura elevada: migre para uma atividade aquática, porque aí não tem conversa, mesmo em academias não climatizadas a atividade aquática é ótima para combater o calor.

Então, estamos combinados: calor não é mais desculpa para não se exercitar. Mude o horário, mude a academia ou mude a atividade, mas mantenha-se firme no seu programa de exercícios!

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Remédios que engordam: uma prova de paciência

13.09.2012

Seja forte, os resultados estão lá, você é que não está conseguindo visualizá-los

Você está tomando remédios que engordam? Hora de ter paciência e persistência!

Todos nós em algum momento da vida podemos precisar fazer uso de algum Remédio que de alguma forma prejudique esteticamente nosso corpo, como por exemplo corticóides, que podem provocar inchaço e aumento de peso. É chato mas acontece. O que não pode é deixar de treinar pelo simples fato de desanimar com os estragos feitos por estes remédios. Sua paciência e persistência será colocada a prova, é hora de ser forte!

Quem já tomou estes remédios que detonam a silhueta sabe o desespero que se sente: você treina, treina, treina e continua parecendo uma jibóia que acabou de engolir um carneiro. São remédios que costumam provocar inchaço (em alguns casos até mesmo inchaço dos órgãos), retenção de líquido e até mesmo aumento de peso, pois infelizmente alguns abrem o apetite. Resultado: o inchaço, o estufamento e o aumento de gordura não te deixam ver os resultados do treino.

Acho normal que um aluno desanime nessas condições. Já é um sacrifício treinar quando a gente vê resultado, imagina a força de vontade que alguém tem que ter para manter uma rotina de treino sem ver resultados! Justamente por isso fiz questão de fazer uma postagem sobre o assunto, para pedir para você que está passando por isso que seja forte e tire forças sei lá de onde para aplacar a frustração de treinar por alguns meses sem ver resultado e não desista. O que quero te dizer é: o resultado está lá, só que não está visível. O fato de não conseguir visualizá-lo não quer dizer que ele não exista.

Em algum momento você vai parar de tomar essa medicação e quando esse dia chegar, os efeitos colaterais desaparecerão. E quando eles desaparecerem, o resultado de todos esses meses de treino que supostamente pareciam em vão acabam aparecendo! Quando tudo desincha, quando seu corpo desintoxica e volta ao normal você vai poder ver os resultados. Aguente com força e dignidade uns poucos meses de “embarangamento” sem desistir do treino, quando tudo se normalizar você vai ver que valeu a pena. Debaixo daquele inchaço todo haverá uma barriga com musculatura tonificada.

Outro erro comum dos alunos é achar que na semana seguinte que para de fazer uso do medicamento o corpo voltará ao normal. Daí na semana seguinte não percebem diferença alguma e desanimam: “esse remédio estragou meu corpo para sempre, não tem jeito”. Muitos acabam parando de treinar e, meses depois, quando os efeitos colaterais do medicamento passam, de fato o corpo está bem ruim, mas não pelo remédio em si e sim pela falta de treino.

Calma, não é assim. Dependendo do remédio, ele pode permanecer meses no organismo, então, é preciso ter paciência e perseverança, caso contrário quando o efeito colateral desaparecer, você pode não gostar do que vai encontrar. Para amenizar essa ansiedade, pergunte ao seu médico por quanto tempo é esperado que o remédio fique no seu organismo e cause eventuais efeitos colaterais depois que você parar de tomar. Isso vai te ajudar a ter mais paciência para esperar, pois quando coisas desagradáveis tem prazo para acabar fica mais fácil tolerá-las.

Mesmo que você esteja se sentindo inchado, desmotivado, embarangado, continue treinando. Sua situação atual é fictícia, seu corpo embarangou “artificialmente” e vai voltar ao normal, desde que você faça a sua parte. Seja forte, continue treinando mesmo sem ver resultados, pois mais para frente, quando esse medicamento sair do seu organismo, os resultados aparecerão e você vai perceber o quão importante foi não desistir!

Eu sei que é horrível passar por isso, pode xingar, é justo. Mas alguns meses são apenas alguns meses, e breve isso vai ser um passado distante na sua vida. Aguente firme e foque no treino, em breve você vai ver os resultados!

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