Estamos vivendo a era do emagrecimento farmacológico. Ozempic e Mounjaro se tornaram comuns. Mas o foco está apenas no peso.E não na composição corporal. Estudos mostram que parte significativa do peso perdido com agonistas de GLP-1 vem de massa magra. Isso tem nome: SARCOPENIA que é a perda de músculonão só de força. Músculo não serve só para mover o corpo. Ele produz mioquinas como: Irisina, IL-6 (em contexto anti-inflamatório), fator de crescimento semelhante à insulina (IGF-1). Essas substâncias têm efeito direto no cérebro.

As mioquinas: estimulam BDNF (fator neurotrófico cerebral), melhoram plasticidade neural, reduzem inflamação sistêmica, protegem contra declínio cognitivo. Menos músculo = menos proteção neural. A musculatura de membros inferiores é a maior do corpo. Ela gera: maior estímulo neuromotor, maior liberação de mioquinas, maior impacto na circulação e oxigenação cerebral. Perder pernas é perder reserva cerebral.

O problema não aparece agora. Ele aparece aos 55, 65, 75 anos. Quando o cérebro já perdeu margem de adaptação. Estamos emagrecendo rápido. Mas envelhecendo mal. Menos músculos hoje, menos cérebro amanhã. Alzheimer não começa no cérebro. Começa no músculo que você deixou de treinar.

Treino de força não é estética. Não é luxo. Não é opcional. É prevenção neurológica.

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Formado em Educação Física pela Universidade Estácio de Sá em 2011, Bruno construiu sua carreira unindo atendimento individual de alta performance, produção de conteúdo educativo e, mais recentemente, atuação corporativa através da OSP Saúde Corporativa. Ao longo da carreira, desenvolveu a Metodologia OSP de prescrição e acompanhamento, hoje aplicada tanto em atendimentos individuais (presenciais e online) quanto em programas corporativos de saúde no ambiente de trabalho. Em reconhecimento à sua contribuição para o esporte no Rio de Janeiro, recebeu em 2023 o Título de Mérito Esportivo Mestre Hélio Gracie, concedido pela Câmara Municipal do Rio de Janeiro.

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