Vapers não são só dispositivos eletrônicos. Eles foram redesenhados para parecerem inofensivos, desejáveis e até divertidos — principalmente para um público jovem.

Cores neon. Formatos pequenos. Sabores doces. Tudo lembra bala, brinquedo ou caneta colorida. Essa estética não é acaso — é uma estratégia de disfarce. “Dispositivo”, “vape pen”, “menos mal que cigarro”. A indústria do tabaco se vestiu de inovação para voltar ao jogo. Agora, com storytelling de futuro.

O marketing não fala de vício. Não fala de pulmões, nem de dependência química. Fala de liberdade, estilo e “personalização”. O resultado? Adolescentes viciados em nicotina achando que estão “brincando” com vapor de morango. O veneno virou trend.

Quando o produto é fofo demais pra parecer perigoso, desconfie imediatamente. Essa é a nova embalagem do vício: charmosa, colorida, portátil, instagramável e feita pra passar despercebida. Você já reparou em como o design pode manipular desejo e mascarar riscos?

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About Author

Formado em Educação Física pela Universidade Estácio de Sá em 2011, Bruno construiu sua carreira unindo atendimento individual de alta performance, produção de conteúdo educativo e, mais recentemente, atuação corporativa através da OSP Saúde Corporativa. Ao longo da carreira, desenvolveu a Metodologia OSP de prescrição e acompanhamento, hoje aplicada tanto em atendimentos individuais (presenciais e online) quanto em programas corporativos de saúde no ambiente de trabalho. Em reconhecimento à sua contribuição para o esporte no Rio de Janeiro, recebeu em 2023 o Título de Mérito Esportivo Mestre Hélio Gracie, concedido pela Câmara Municipal do Rio de Janeiro.

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