Estamos vivendo a era do emagrecimento farmacológico. Ozempic e Mounjaro se tornaram comuns. Mas o foco está apenas no peso.E não na composição corporal. Estudos mostram que parte significativa do peso perdido com agonistas de GLP-1 vem de massa magra. Isso tem nome: SARCOPENIA que é a perda de músculo, não só de força. Músculo não serve só para mover o corpo. Ele produz mioquinas como: Irisina, IL-6 (em contexto anti-inflamatório), fator de crescimento semelhante à insulina (IGF-1). Essas substâncias têm efeito direto no cérebro.
As mioquinas: estimulam BDNF (fator neurotrófico cerebral), melhoram plasticidade neural, reduzem inflamação sistêmica, protegem contra declínio cognitivo. Menos músculo = menos proteção neural. A musculatura de membros inferiores é a maior do corpo. Ela gera: maior estímulo neuromotor, maior liberação de mioquinas, maior impacto na circulação e oxigenação cerebral. Perder pernas é perder reserva cerebral.
O problema não aparece agora. Ele aparece aos 55, 65, 75 anos. Quando o cérebro já perdeu margem de adaptação. Estamos emagrecendo rápido. Mas envelhecendo mal. Menos músculos hoje, menos cérebro amanhã. Alzheimer não começa no cérebro. Começa no músculo que você deixou de treinar.
Treino de força não é estética. Não é luxo. Não é opcional. É prevenção neurológica.
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