Ondas de calor, insônia, irritabilidade e suores noturnos não são mais destino, são sintomas com diagnóstico e tratamentos reais. A medicina agora olha com seriedade para os impactos reais da menopausa na saúde e qualidade de vida. Exemplo disso é o LYNKUET (elinzanetant), recém-aprovado pela FDA como o primeiro tratamento não hormonal para os sintomas vasomotores da menopausa, especialmente as ondas de calor. Essa inovação representa uma nova abordagem que abandona a lógica tradicional da reposição hormonal para tratar diretamente os mecanismos cerebrais associados ao desconforto.
Ele não atua no corpo: atua no cérebro. O diferencial está na atuação central: o LYNKUET bloqueia receptores no hipotálamo ligados ao controle térmico do organismo, funcionando como um novo “termostato”.Essa virada de chave simboliza um novo paradigma: da reposição hormonal à modulação cerebral; do foco no sintoma à busca pela origem; do que é visível ao que é invisível.
Até 2030, 1 bilhão de mulheres estarão na menopausa. A indústria farmacêutica e o mercado de saúde, historicamente voltados ao masculino, começam a enxergar uma demanda urgente, latente e ignorada: o bem-estar de mulheres na meia-idade. Não é só alívio: é uma nova categoria.
A menopausa entra no radar do consumo, da tecnologia e do capital. O que antes era tabu agora vira oportunidade de inovação e transformação social. O interesse cresce, mas também exige responsabilidade de quem lucra com isso.
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