Osteoporose. Você ainda vai ouvir muito sobre ela. Uma epidemia silenciosa se alastra não apenas no Brasil, mas também no mundo. Segundo a Organização Mundial de Saúde – OMS, a osteoporose só perde para as doenças cardiovasculares como um problema de saúde de maior impacto no mundo. Estudos médicos nos revelam que a possibilidade de morte por uma fratura de quadril em mulheres de 50 anos é similar a possibilidade de morte por câncer de mama. Vou citar alguns índices ao longo do texto e vocês verão que o problema é alarmante.

O que é osteoporose? A gente sabe que é “um problema nos ossos”, mas vamos conhecer mais detalhes? Informação é a melhor arma para combater um problema. Osteo + porose, ossos porosos. A osteoporose é uma doença que gera não apenas a perda de massa óssea (quantidade) mas também afeta a estrutura do osso, que se torna mais frágil (qualidade), mais propenso a fraturas. Isto ocorre, basicamente, por dois fatores: diminuição de formação óssea (papo técnico: deficiência osteoblástica) e menor capacidade de absorção de cálcio. Uma em cada três mulheres acima dos 50 anos sofrerá uma fratura decorrente da osteoporose e uma em cada duas a partir dos 60 anos. E os homens não estão livres do problema: Um em cada cinco homens acima dos 50 anos sofrerá uma fratura decorrente da osteoporose e um a cada três a partir dos 60 anos. As mulheres são mais afetadas porque durante a menopausa há diminuição de um hormônio chamado estrogênio, o que afeta o metabolismo e prejudica o processo de absorção óssea.

A partir dos 35 anos de idade, em média, começamos a perder massa óssea. É um processo natural. Porém, alguns fatores podem acelerar esse processo e causar um severo enfraquecimento dos ossos, dentre eles o atual estilo de vida sedentário e a má alimentação. O problema está tomando proporções tão grandes que estudos comprovam que a incidência e os custos nas fraturas por osteoporose são maiores do que os de cardiopatias como enfarto do miocárdio, por exemplo e câncer de mama.

Não pense você que osteoporose é privilégio de idosos. Estudos comprovam que cerca de 15% da população jovem já apresenta sinais de osteopenia, que é uma espécie de pré-osteoporose que já começa a comprometer os ossos. O grande problema é que a osteoporose costuma ser assintomática, ou seja, vai se instalando de forma silenciosa, sem dar sintomas. A gente só descobre que tem quando ocorre uma fratura, ou seja, quando ela está em um grau avançado. Nas mulheres com mais de 45, o número de dias passados em hospitais por causa da fratura por osteoporose é superior ao induzido por doenças como diabetes e infarto do miocárdio.

A boa notícia é que osteoporose pode ser prevenida e tratada. Uma das formas mais eficientes para prevenir a osteoporose é a prática de atividade física. Mas cuidado, não é a prática de qualquer atividade física. Ta aí o pulo do gato, que ninguém conta. Vamos entender como a atividade física pode te ajudar, para que você saiba identificar qual é a melhor atividade física para prevenir a osteoporose.

A atividade física ajuda porque quando nos movimentamos, a força muscular exercida contra o osso estimula a produção de massa óssea. Os músculos estão ligados aos ossos por tendões, então, no momento da contração muscular, os tendões exercerão uma pressão sobre o osso. É o que eu sempre digo aqui, nosso organismo é sábio. Ao sentir a pressão dos tendões decorrente da atividade física, o osso pensa “Esse sem noção está me empurrando, que saco” e se fortalece, para se proteger do “empurrão” dado pelo tendão. Ele dá um jeito de absorver mais minerais, como cálcio e fósforo, em reação ao “empurrão” que ele levou. Quanto mais empurrado ele for, mais ele vai reagir e mais vai se fortalecer.

Agora que a gente entendeu porque a atividade física fortalece o osso, sabe que quanto maior a pressão do tendão e do músculo sobre o osso, mais ele vai se fortalecer. Daí eu te pergunto: atividades onde quase não há pressão, como hidroginástica, natação e até mesmo uma pedalada, parecem eficientes? Pois é, não são. As atividades ideais são aquelas com pisada, como caminhar, dançar, correr e outras onde o corpo é obrigado a suportar seu próprio peso. Mas muito cuidado com a caminhada e corrida, se ela for realizada em alguns tipos de esteira, pode não ser eficiente, pois o impacto pode ser absorvido e redistribuído de forma a sobrar muito pouco para seu osso.

A principal estrela em matéria de atividade física no combate à osteoporose é o Jump. Já falamos dele na postagem do dia 29 de agosto de 2011, mas não custa relembrar. O Jump promove um fortalecimento ósseo cerca de quatro vezes maior do que nas demais atividades. Você deve estar se perguntando porque, já que aquele mini-trampolim é mole e não fornece muito impacto. Eu te respondo: quando você pula, não tem muito impacto ao afundar, mas na volta, ocorre o chamado “efeito rebote”, “devolvendo o impacto” (muitas aspas aqui) fazendo com que seu músculo e seu tendão batam pra valer no seu osso, no bom sentido, é claro.

Mesmo quando a osteoporose já está instalada, é possível revertê-la com a prática de atividade física adequada e o ganho de massa muscular. O ganho de massa é importante porque quanto mais “gente” empurrando o osso (e com mais força) mais ele se fortalecerá. Ninguém precisa ficar musculoso, ganho de massa pode muitas vezes ser até imperceptível. Nunca é tarde para começar a praticar atividade física. E mesmo sem sentir qualquer sintoma, faça regularmente um exame de Densitometria Óssea na faixa etária recomendada pelo seu médico, pois se os ossos estiverem enfraquecidos, serão necessários alguns cuidados especiais na prática da atividade física, até que eles se fortaleçam novamente.

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Personal trainer e proprietátio da empresa Oseupersonal.

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