Cuidado você que em tudo que come taca azeite de oliva.
Cuidado você que em tudo que come taca azeite de oliva.

O azeite de oliva é um ótimo alimento. Saudável, ele promove aumento do bom colesterol e ajuda a proteger contra doenças cardiovasculares, arterioesclerose, e até mesmo câncer. Mas, mesmo com todos estes pontos positivos, é preciso tomar alguns cuidados na sua ingestão.

Em primeiro lugar, o fato de ser benéfico para a nossa saúde não autoriza a ingestão excessiva, porque, por mais saudável que seja, o azeite de oliva engorda. O ideal, dizem os nutricionistas, é consumir no máximo duas colheres de sopa por dia. Esteja atento a isso.

Depois, é preciso entender o que o faz tão benéfico quando comparado com outros óleos, para entender como tirar proveito dele. O azeite de oliva possuí a chamada gordura insaturada (que se divide em monoinsaturada, caso do azeite de oliva e poliinstaturada) , que é a chamada “gordura boa”, aquela que quando ingerida na dose recomendada gera benefícios à sua saúde. Porém, estudos recentes indicam que esta gordura amiga pode se transformar em vilã quando o azeite de oliva é submetido a altas temperaturas, deixando de ser monoinsaturada e se transformando em gordura saturada, nociva ao nosso organismo.

Adorei a forma como o assunto é tratado nos sites em geral. Quando se fala sobre a possibilidade de fritar ou refogar alimentos com o azeite de oliva, todos dizem que “não há qualquer problema” e passam dez linhas citando os benefícios do azeite de oliva. Lá no final, fazem uma “pequena” ressalva: desde que não se aqueça a uma temperatura acima de 180 graus e não se aqueça por muito tempo. Isso muda tudo, já que dificilmente alguém vai fritar alimentos em temperatura inferior a esta, muito menos de forma rápida.

Todo tipo de gordura, inclusive os óleos e azeites, tem uma característica chamada “ponto de queima”. Quando submetida a determinada a determinada temperatura a gordura se transforma de insaturada (boa) para saturada (ruim). Alguns óleos tem maior tolerância a altas temperaturas, outros menos. O campeão é o óleo de macadâmia, que tem o mais elevado ponto de queima de todos. Dificilmente fará mal para sua saúde quando aquecido, mas com certeza vai fazer mal para o seu bolso, por isso, nem me atrevo a recomendar.

Quando o azeite de oliva alcança seu “ponto de queima” ele deixa de ser um alimento benéfico e passa a ser tão nocivo quanto o pior dos óleos. Por isso, cuidado, não se engane: não é porque você está fritando o alimento em azeite de oliva que ele necessariamente é saudável.

Uma experiência realizada por um professor de química na Universidade de Pittsburgh dá um indicativo para que nós, reles mortais, que não temos um termômetro para aferir a temperatura do óleo em nossa cozinha, controlemos sua temperatura antes que ele se tone nocivo: jogue um pedaço de pão na frigideira. Se ele afundar e ficar no fundo, tudo bem, o óleo está na temperatura correta, mas se o pão subir, muito cuidado, você pode estar ultrapassando os 180 graus e transformando seu azeite de oliva em algo nocivo para sua saúde. Alguém vai fazer isso? Duvido. Eu não vou. Minha sugestão: pare de comer alimentos fritos e coloque o azeite depois que o alimento estiver pronto.

E a ressalva de não aquecer demais o óleo não vale apenas para o azeite de oliva. Qualquer óleo quando “passa do ponto” e é aquecido além do tolerado (cada tipo de óleo tem o seu limite), começa a liberar substâncias extremamente nocivas para o nosso organismo, como por exemplo, a acroleína, comprovadamente cancerígena, uma vez que tem alta capacidade de se ligar com várias moléculas do nosso organismo e podendo causar mutações que resultam em câncer. Como nós não sabemos a tolerância de cada óleo e não temos a menor idéia de qual temperatura está a frigideira, o melhor a fazer é não comer nada frito.

Conclusão: você vai gastar bastante dinheiro fritando alimentos no azeite de oliva para ainda correr o risco de ver ele transformado em um “veneno” para o seu organismo. A menos que você tenha como se assegurar que a temperatura do azeite não vai passar de 180 graus durante todo o processo, acho que não compensa. Prepare o alimento sem azeite e acrescente-o depois de pronto. Com nossa saúde nãos e brinca.

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About Author

Formado em Educação Física pela Universidade Estácio de Sá em 2011, Bruno construiu sua carreira unindo atendimento individual de alta performance, produção de conteúdo educativo e, mais recentemente, atuação corporativa através da OSP Saúde Corporativa. Ao longo da carreira, desenvolveu a Metodologia OSP de prescrição e acompanhamento, hoje aplicada tanto em atendimentos individuais (presenciais e online) quanto em programas corporativos de saúde no ambiente de trabalho. Em reconhecimento à sua contribuição para o esporte no Rio de Janeiro, recebeu em 2023 o Título de Mérito Esportivo Mestre Hélio Gracie, concedido pela Câmara Municipal do Rio de Janeiro.

Comments (2)

  1. Luma Cassola 13 de agosto de 2015

    Muito bom! Adoro suas dicas REAL!!!! Rsrs Bjs p vc e para o pessoal do viber do gloss

    1. Oseupersonal 23 de agosto de 2015

      Obrigado! Beijos e obrigado pelo carinho.

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